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Aromaterapia para pets

  • 21 de nov. de 2025
  • 7 min de leitura

Óleos essenciais com segurança e cautela


Por Maria Ábramo Editado e publicado por José Octávio Abramo


Seu gatinho voltou para casa com um arranhão na pata. Você, apaixonada por saúde natural e já com seu kit de óleos essenciais à mão, pensa: "uma gotinha de Tea tree resolve isso rapidinho!". Se você já se pegou nessa, por favor, pare. Coloque a mão na consciência e atue com amor!

Esse impulso, motivado pelo carinho e pela busca por métodos naturais, é o ponto onde o amor pode se transformar em um grave risco para o seu querido pet. A aromaterapia tem se popularizado entre os tutores, mas o que é terapêutico e seguro para um humano pode ser, rapidamente, tóxico e fatal para um pet. O uso de óleos essenciais (OEs) em cães e, principalmente, em gatos, exige um conhecimento profundo e uma cautela redobrada.


O grande risco: o metabolismo dos gatos

O maior perigo da aromaterapia para animais reside na forma como seus organismos processam e eliminam essas substâncias concentradas. Os óleos essenciais são compostos químicos poderosos que precisam ser "desmontados" e expulsos pelo fígado.

A anatomia dos gatos apresenta uma vulnerabilidade crucial nesse processo. Eles têm uma deficiência crítica em uma via de desintoxicação do fígado chamada glicuronidação.


O que é glicuronidação?

Imagine o fígado como uma fábrica de desintoxicação. Para eliminar uma substância como um óleo essencial, a fábrica precisa empacotá-la em uma forma que possa ser dissolvida na água e expulsa pela urina. A glicuronidação é esse processo de "empacotamento" ou conjugação, no qual o fígado anexa uma molécula de ácido glicurônico à toxina.

Os gatos têm poucas enzimas responsáveis por esse trabalho. Por isso, quando um gato é exposto às moléculas dos óleos essenciais ele não consegue empacotá-las e eliminá-las com rapidez. O resultado é que a toxina se acumula no organismo, levando a danos hepáticos graves ou até mesmo a uma falência do fígado.


A janela terapêutica: a diferença entre ajudar e adoecer

Outro conceito vital é o da janela terapêutica. É o intervalo de segurança entre a dose mínima de um composto que faz efeito positivo e a dose máxima que o corpo consegue tolerar antes de começar a manifestar efeitos tóxicos.

Nos humanos, essa janela costuma ser ampla, permitindo um pequeno erro na dosagem sem grandes consequências. Nos animais, e em particular nos gatos, essa janela é extremamente estreita. Isso significa que a quantidade que pode auxiliar o bem-estar do pet é muito próxima da quantidade que pode causar um envenenamento. Por isso, o uso domiciliar por leigos é altamente desaconselhado.


Segurança em primeiro lugar: diluição e tempo de uso 

Primeira observação que faço é que os animais têm suas especificidades de reequilíbrio para a sobrevivência, para eles rapidamente se equilibrarem e se curarem sozinhos. Para quem insiste em utilizar a aromaterapia, mesmo sob supervisão, a segurança reside em duas práticas:

Diluição extrema: nunca se deve aplicar um óleo essencial puro sobre a pele de um animal. As concentrações de diluição para pets são muito baixas, começando em menos de 1%, usando sempre um carreador como álcool de cereais para ainda diluir em água, óleo vegetal carreador (como óleo de coco ou semente de uva). A diluição para um pet é infinitamente menor do que a diluição segura para um humano. O Plus Aromático, uma das peças do Método Fitoluz, transmitido entre o grupo de terapeutas da MAB – Amor & Consciência, é uma boa escolha, pois podemos usar essas gotinhas em água quente para compressas. Muitos cãezinhos aceitam na água de beber, e os gatos gostam também. Um borrifador suave pode ser usado na cama ou no lugar que os gatos e cães dormem, mas cuidado que eles se assustam muito com o barulho da válvula spray.

Uso por aromatização: a forma mais segura para leigos é o uso por difusor, mas com regras estritas. O animal deve sempre ter a liberdade de sair do ambiente onde o difusor está ligado. Use por curtos períodos, de 15 a 30 minutos, em cômodos com portas abertas. Utilize a diluição do Plus Aromático (10ml de álcool de cereais e apenas uma gota de óleo essencial) — e você vai descobrir que até 10 gotinhas pingados na água para esse difusor de vapor vai surpreender você pela potência olfativa.

Cães nervosos: Uma xícara de sal grosso, uma colher de erva doce, bater tudo no liquidificador e armazenar num pote com tampa. Adicione duas gotas de lavanda francesa no pote, tampe e agite bem para a lavanda impregnar. Coloque água morna numa bacia, que seu cãozinho possa ficar com as quatro patas dentro. Adicione uma colher de sobremesa desse sal, agite bem e coloque apenas as patas do seu cão nessa água. Veja se ele fica bem. Brinque e faça carinho por uns minutinhos. Enxague com um pano embebido em água morna. Seque e sinta como ele se acalma. O sal e a lavanda operam milagres. Essa receitinha é boa para quando voltamos do passeio da rua, principalmente para cães que ficam em apartamento e dormem em nossa cama.


O foco nas emoções: Método Fitoluz 

O corpo físico dos animais é extremamente sensível, mas seu campo emocional e energético é ainda mais. É por isso que eles respondem tão bem a terapias mais suaves, que cuidam das emoções aflitivas, do medo e da ansiedade, sem sobrecarregar o fígado.

Reiki, florais e radiestesia são exemplos incríveis. Eles atuam no nível sutil, equilibrando a energia do animal de forma segura e potente. Se o objetivo é o bem-estar emocional, essas terapias costumam ser a primeira escolha para tutores cautelosos.


Tamborim o gato, uma experiência incrível! 

Uma observação que já fiz sobre radiestesia e aromaterapia e começou com um fato que narro a vocês mais abaixo; é colocar gráficos de radiestesia no chão para que seu pet, principalmente os gatos possam encontrar seu melhor gráfico e receber o tratamento adequado.

Tudo começou com o nosso “Tamborim”, o gato que aparece na foto abaixo. Ele foi encontrado bem em cima dos meus gráficos de radiestesia, na mesa que uso para montar tratamentos. Na ocasião, meu falecido esposo havia trazido o Tamborim de volta para casa, depois de uma grave crise renal, onde o nosso amigo gato ficou um dia inteiro internado no hospital, lugar esse que por coincidência o veterinário também havia utilizado radiestesia, deixando a bolsa de soro, que foi usada no Tamborim, sobre um gráfico de radiestesia. Ao voltar para casa, ele sumiu, e onde o encontrei? Justo onde? No lugar mais improvável, no meu “labor oratório”, local que ele não tinha acesso.  

Na foto você pode perceber que de todos os lugares da casa, Tamborim escolheu subir bem na minha mesa de tratamentos de radiestesia. Você pode perceber que ele está com dor, pela forma como está o corpo, e ele escolheu três gráficos e não saiu de lá. Depois precisei refazer os tratamentos dos gráficos. Você ainda observa a patinha raspada. Essa era uma mesa que eu também fazia minhas poções aromáticas, o potinho de porcelana branca perto da cabeça do Tamborim, estava com lavanda francesa pura, e ele encostou bem ali, o cheiro estava forte. Nós deixamos ele ali, até que se recuperou totalmente. E nosso gatinho saiu curado da mesa. Ele mesmo procurou o seu tratamento, escolhendo o melhor lugar da casa para ele.


Tamborim: o gato se recuperando, encontrou o melhor lugar.
Tamborim: o gato se recuperando, encontrou o melhor lugar.

É fundamental dar ao animal a chance dele se recuperar naturalmente antes de intervir com algo tão concentrado. Antes leve-o ao veterinário. Eles não podem falar. O nosso veterinário tratava os animais perguntando ao pêndulo e usando gráficos como esses acima para trazer melhoria aos animais, antes mesmo de pedir exames. Ele dizia: o melhor é intervir o mínimo.


Seu pet adoece no seu lugar? 

Na medicina integrativa e nas terapias energéticas, como o reiki e os florais, é comum abordar a ideia de que os pets atuam como cuidadores, como "esponjas" emocionais de seus tutores. Os gatos e também alguns cachorrinhos, deitam em cima da gente quando estamos doentes. Quando fiz iniciação do meu primeiro nível de Reiki, soube que gatos eram reikianos devido à sua alta sensibilidade e ao profundo vínculo que estabelecem com seus tutores. Mas pode reparar, eles podem somatizar a energia e as emoções aflitivas da casa. Se o tutor está estressado, ansioso ou passando por um luto não processado, o pet pode começar a manifestar problemas de comportamento ou até adoecer no nosso lugar. Ao invés de expor o pet a óleos essenciais fortes para tratar sintomas, muitas vezes a solução mais eficaz é tratar a fonte do desequilíbrio: a emoção do tutor.


Um filhotinho quase morto e uma compressa morna de lavanda francesa 

E para encerrar, vou contar um caso que ocorreu comigo, no milênio passado. E dar um contra a tudo o que disse até aqui. Sim, quando de repente, no desespero a gente perde a cabeça e faz aromaterapia “hard”.  Na ocasião eu era iniciante na aromaterapia. E voltando para casa, presencio o atropelamento de um gatinho pretinho ainda bebê, quase na frente de casa. Foi horrível. Eu peguei o pobre e pude observar que a cabeça dele estava transfigurada, eu nem olhei muito. Estava a poucos passos da porta de entrada de minha casa, em Campinas. Entrei correndo e ao chegar envolvi o pequeno numa fralda, esquentei água, pinguei gotas gordas e muitas de lavanda francesa, na água quente e, na época, havia escassez de óleos essenciais no Brasil. Embebi uma toalha de rosto nessa água quentinha de lavanda e embrulhei a miniatura de gato, que já estava embrulhado na fralda. Minha ideia foi que o excesso de lavanda francesa acalmasse a dor e anestesiasse o gatinho e ele pudesse partir em paz. Era certo que ele iria morrer em poucos minutos. Ele parou de miar e ficou quietinho. Aí uma hora e pouco mais tarde, fui ver o pobre gatinho para decidir que providencia eu tomaria, onde enterraria o pequeno. Tirei a toalha de rosto, o lençol e para a minha surpresa lá estava um gatinho salvo, que saiu bambaleando da trouxa aromática com a cabeça no lugar. Os dentinhos enfileirados, pois estavam para fora da boca no atropelamento, e tudo estava no lugar ele até deu uma risadinha de gato. E assim Tchutchuco ficou comigo por muitos anos.

A aromaterapia tem seus muitos caminhos.


Maria Ábramo



 
 
 

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